As bifurcações de criptomoedas, também conhecidas como hard fork de criptomoedas, é um processo de atualizar a rede blockchain para uma nova versão que normalmente vem com um novo conjunto de regras para rede, assim como para os participantes da rede.

A hard fork normalmente resulta em gerar uma rede totalmente nova com regras diferentes, também cunhando uma nova criptomoeda baseada nas mudanças de regras da rede. As bifurcações levam a mudanças radicais aos protocolos existentes da rede blockchain, garantindo acesso a uma nova cadeia apenas para aqueles usuários da rede que concordem com as mudanças.

Por que acontecem bifurcações em criptomoedas?

As bifurcações às vezes resultam em mudanças sem ter uma nova criptomoeda cunhada entrando no mercado; porém, várias bifurcações ainda resultam na introdução de uma nova moeda no final do processo. Esse é o caso com várias bifurcações do Bitcoin também. Nesses cenários, as mudanças feitas através das bifurcações são permanentes, funcionando para mudar a forma que os nós da rede funcionam, mudando transações válidas para inválidas no caminho, contando que essas transações estejam sendo feitas na antiga versão da rede blockchain.

Várias redes blockchain e equipes de desenvolvimento por trás de projetos de criptomoedas residindo em redes de código-aberto concordaram em fazer mudanças na forma de bifurcações para aumentar a segurança, arrumar bugs ou trocar para protocolos com custo-benefício e eficiência elevados; entretanto, algumas bifurcações acontecem para criar projetos de criptomoedas que pretendem representar as versões melhoradas da cadeia sendo bifurcada.

É assim que acabamos com grandes bifurcações de Bitcoin competindo contra a maior criptomoeda com promessas de oferecer uma versão melhorada da rede Bitcoin, tornando transações mais rápidas, taxas menores e protocolos de rede mais energeticamente eficientes.

Existem mais de 100 diferentes projetos de bifurcações do Bitcoin, dos quais 70% são considerados ativos; porém, apenas algumas bifurcações do Bitcoin são consideradas grandes.

Litecoin (LTC)

Litecoin é definitivamente uma das maiores criptomoedas no mercado, apesar de já ter tido grandes problemas quando se trada do preço de mercado. Ele também representa a primeira bifurcação do Bitcoin. Conhecido como “irmãozinho do Bitcoin” e a “prata” para o “ouro” do Bitcoin, o Litecoin também ganhou uma identidade individual como uma das maiores criptomoedas, com Charlie Lee como diretor da equipe de desenvolvimento.

O antigo funcionário da Google tinha um plano de utilizar a blockchain do Bitcoin como base para criar uma moeda que seria construída na mesma filosofia da maior criptomoeda, só que transações completadas mais rapidamente, menores taxas de transação e mineração energeticamente mais eficiente.

Ao mudar os algoritmos da blockchain do Bitcoin e criar um conjunto de regras, o Litecoin criou um tempo de bloco de 2,5 minutos, ao contrário dos 10 minutos do Bitcoin, tornando as transações de LTC mais rápidas e com melhor custo-benefício do que as regras originais da rede.

Bitcoin Cash (BCH)

Bitcoin Cash (BCH) chegou como outra bifurcação do Bitcoin Cash, porém foi lançado anos após a primeira bifurcação do Bitcoin, que foi a Litecoin de Charlie Lee (LTC). Em 2017, o Bitcoin Cash apareceu como uma nova proeminente bifurcação, construída sobre as regras modificadas da rede Bitcoin. Enquanto o projeto Litecoin tinha o objetivo de tornar as transações mais rápidas quando comparadas com as do Bitcoin, a equipe de desenvolvimento do Bitcoin Cash queria um número maior de transações dentro de um dado tempo.

O Bitcoin Cash foi programado para melhorar os problemas de escalabilidade que ainda representam um grande problema para várias redes de blockchain, que é o motivo dos criadores do BCH terem decidido mudar o tamanho do bloco para permitir um tráfico melhor na rede sem ter problemas com os clusters de rede e tempos de inatividade. Ao aumentar o número de transações e manter a velocidade constante de transações, o Bitcoin Cash logo se tornou uma das grandes bifurcações do Bitcoin, mesmo com alguns problemas de segurança aparecendo contrastando com o aumento do número de transações.

Bitcoin Gold (BTG)

Ao passo que o projeto Litecoin mirava em ter transações mais rápidas e o Bitcoin Cash tinha o objetivo de aumentar o número de transações dentro de determinado tempo, os desenvolvedores do, Bitcoin Gold (BTG) quiseram restaurar a visão original da rede do Bitcoin em termos de transformar a mineração de Bitcoin menos competitiva.

Com o Bitcoin, a mineração se tornou contingente, onde os mineradores precisavam de equipamentos de mineração mais fortes e eficientes, dando aos mineradores ASIC e grande empresas de mineração um monopólio do processo, ao contrário da visão original do Bitcoin, onde qualquer um poderia participar no processo de mineração e validação e ser recompensado em troca de validar as transações da rede.

Portanto, o Bitcoin Gold opera como uma das grandes bifurcações do Bitcoin; porém, a criptomoeda mudou seu algoritmo baseado na rede original do Bitcoin que permitia que mineradores minerassem a moeda a partir dos seus próprios computadores, o que removeu o monopólio das mãos de mineradores ASIC sobre a mineração de Bitcoin e promovendo a descentralização.

Bitcoin SV (BSV)

Apesar do Bitcoin SV (BSV) não ter sido gerado diretamente como uma bifurcação do Bitcoin, a criptomoeda ainda é executada no algoritmo original da blockchain do Bitcoin. Derivada do Bitcoin Cash (BCH) e representando uma moeda de bifurcação a partir da rede do Bitcoin Cash, o Bitcoin SV (Visão do Satoshi) é talvez uma das bifurcações mais controversas na história das bifurcações relacionadas ao Bitcoin. Ele é liderado por Craig Wright, que também é conhecido como “Falso Satoshi”.

Tentando provar que ele era o homem por trás do Bitcoin trabalhando sob o pseudônimo de “Satoshi Nakamoto”, Craig Wright não conseguiu convencer ninguém que ele era o inventor da primeira e maior criptomoeda.

Porém, com o aparecimento do Bitcoin SV e a bifurcação da rede Bitcoin Cash, a equipe de desenvolvimento liderada por Wright tem um objetivo: restaurar os valores originais da blockchain do Bitcoin através de uma nova criptomoeda conhecida como BSV. O objetivo do projeto é manter o protocolo original da rede Bitcoin, enquanto trabalham em melhorar a escalabilidade.

Conclusão

Apesar do fato do Bitcoin ter mais de 100 diferentes bifurcações, das quais a maioria são projetos ativos, a criptomoeda original ainda detém o recorde de número de carteiras ativas, transações, preço e valor de mercado. Com certeza haverá várias outras bifurcações no futuro.

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Author: Tokens.net Team
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